sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Sentadas na luz do desejo

Vejo-te sentada num canto mal iluminado e imediatamente a tua presença viola-me. A tua imagem assola-me a mente, perturba-me o corpo, incita o desejo carnal de ver te nos olhos a expressão que o prazer toma quando sentido. Excitada por vontades maiores inicio a minha perigrinação fantasiosa pelo teu corpo enlaçando as tuas curvas nas minhas,encurtando a distância que entre nós se interpõem. Deixa-me tocar-te nessa pele desnuda tua que na qual tacteio palavras sublimares de desejo.Aconchego o teu peito contra ao meu, curvo-me e estes te sorvo e nas mãos tomo os teus seios. O teu corpo anui à exclamação do toque da palma, à suave trinca, à humidez da lingua que te circunda o mamilo com um entreabrir ligeiro da boca. Ouço os teus lábios silenciosos a suplicarem pela textura dos meus, à caricia de linguas unidas que bocas encerram num beijo. Anseio também dessa bebida que seguras beber pela tua boca, sentir lhe o gosto contaminado pelo teu, aromas exclusivos teus. Liquido fracamente inebriante face ao do que o teu sexo flui. Guio a tua mão com a minha até ao teu sexo onde os meus dedos pouso e que com os quais te roço o clitoris proenimente. Navego pelo teu corpo como sempre minhas tivesses sido, como que se já conhecesse os recondidos refugios em que me abrigo. Dedico-te me ao teu sexo, lambendo-te o clitoris incessantemente e com um fulgor renovado a cada gemido que professas. O meu sexo dá de si e penetro-te com a intensidade de uma pulsão incontrolavel de te sentir vir nos meus dedos. Quero-te ter e contigo desfrutar do climax de um espamo vaginal. Todavia vejo-te ainda sentada...

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Cativa Obediência

Agarra-me à força! Intensidade eloquente à qual me submeto. Agarra-me e empurra-me contra a cama e prende me a esta e ao estrado, aos lençois, ao colchao e ao teu corpo. Consente a esta permissiva exalada pela bruta tesão que de mim escorre. Rompe com a convencional descentralização de poder e toma-o para ti. Como tomas o meu corpo e lhe infliges ditames desregrados ditados pelo teu hirto desejo erecto. Aproveita-te da submissa que hoje encorporo, da mulher que atenta à violação de si. Temos a dádiva da imaginação.
Professa-me ordens sem medo, sob apanágio de dom que rejubila ao ve-las concretizadas. Inferioriza-me a escrava que hoje cedo e de mim me aparto ao ver-te a ti satisfeito. Usa e abusa do meu corpo, enquanto conspurcas a minha pele com vires vigorosos. Expressões vivas bem acentuadas escorridas pela a minha boca e do teu sexo bebidas. Sem pensando apenas executando, dou provas da minha valerosa mamada à qual ditas o comando do ritmo. Foda bocal de aprisionamentos de sexo e soltura de vagidos facundos de todo o lado oriundos. Sou veículo que dá forma permanente a desejos imateriais outrora fugazes. Tua mulher cativa que nada pode e tudo faz por ti mesmo quando algemada. E nesta servidão encontro o prazer contido na violação do sexo, numa abertura de pernas forçada fingida não querida quando ansiada, numa penetração grosseira corruptiva da inércia que o meu sexo outrora apresentava.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Sabor meu no teu

Hoje quero-te; para te deitares comigo num espaço que nesse instante fazemos nosso confidente cúmplice do argumento ditado pela mente e, posteriormente, datilografado pelo sexo. Vem me tomar nos braços - esses teus prolongamentos de embaraços que aos quais agradeço o desembaraço. Os teus dedos encerram alívios significados por meio de suspiros. Ar que expiro num sopro de vida que a tua inala e me devolve. Retribuo te o gesto com gestos dramatizadores do debate corporal que travamos. Elevando deste modo o texto a interjeições cravadas na pele, gravadas na vontade do possuír, explanadas em movimentos de quadris. Troca de palavras acessas que apenas lubrificações podem apagar. Fluídos esses que fogem da mão do controlo são indomáveis atiçadores dos sentidos. Instigadores que te molham os dedos que sobre os quais me debruço e lambo. Sabor meu na minha boca, na tua boca. Aromas à base da excitação catalizadores dos gemidos mutuamente confessados. Sabor teu na minha boca, na tua boca. Neste instante quero somente saber como sabores se sentem, o teu no meu, o meu no teu, sabor.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Disciplina do Toque

As sombras adensam-se numa trama cirscunscrita à minha sala. Perdi a noção do tempo no caminhar lento das horas. Exaspero fingindo estar distraida, apesar de estar absolutamente concentrada no ruído silencioso das escadas. Um sopro com caracteristica de brisa percorre as minhas pernas, demorando-se na curva da minha nadega, beijando-me a anca com a fúria de uma dentada explicita de desejos. Vejo-a como o cego que apenas sente pelo tacto. Lanço a minha mão na sua direcção e ela roça-me os dedos com a suavidade de uma caricia. Nisto arrepio-me e retorno à realidade crua e dura de uma noite solitária para a qual não estou preparada. A roupa que trago no corpo nada me aquece. Desanimada rasgo as ligas, arranco o corpete que outrora me aconchegava o peito e escorrego impaciente pelo sofa. Olho o meu corpo nu, leio na minha pele a carência que me desassossega a alma e perturba o meu sexo. Na falta de ti incorro a processos artificiais do que serias tu em mim. Faço da minha mão tua correndo pelas minhas linhas a fora, acariciando a textura que a minha pele apresenta, perdendo-me ali e acolá numa imagem nossa passada. E o toque ganha presa, uma urgência crescente impaciente em que movimentos ganham ritmos à custa de notas circulares. Gemo ouvindo-te gemer num múrmurio imperceptivel que ouvidos não captam mas que o corpo exclama! Insisto e persisto na disciplina do toque da mão na mão, mão no sexo, dedo no clitóris e venho-me, buscando o mesmo prazer que contigo costumo ter. Hoje a minha, amanha a tua.

sábado, fevereiro 11, 2006

Tango de Sexos

O teu calor é aura que envolve a minha respiraçao descontrolada. É algo por ti emanado que me arrebata e me toma nos braços ao sabor de ritmos latinos de danças sensuais. Tantas vezes tocadas mas sempre virgem ao teu toque. Cada compasso é um entrelaçar perfeito de corpos. Sinto a tua mão fechar-se sobre a minha com o rigor imposto pela vontade de me guiar sem vacilo de encontro a ti. Com o teu peito impresso contra o meu e a minha perna aconchegada no teu meio percurremos a sala. E a rigidez crescente do teu sexo abafa o som do meu salto contra a madeira. Todas as figuras tornam-se estácticas, como que a sua vitalidade lhes tivesse sido sugada e condensada na dinâmica que os corpos unidos apresentam. Vejo-te nos olhos a expressão de um tango que me olham como violenço onde as cordas são feitas das minhas ligas e o som destas é grave como o nível do meu gemido. Na lágrima nota húmida de um violino escorrego enquanto tu me amparas e me soltas o cabelo outrora confinado à prisão de um gancho. Nesse movimento seco e rapido soltas-me o desejo. Incendiario da racha do meu vestido. E a vontade vai dando lugar a coreografias cada vez mais extravagantes à base de posturas sugestivas de uma intimidade considerada indecente a um salão. Dançamos sincronizados, frenéticos e incansáveis, quase um acto sexual. Cada nota faz se acompanhar de um toque atrevido e consentido por olhares silencios cumplices num suave ondular de corpos. Fazemos tango do locais fechados como esconderijos cuja sombra nos encombre o aconchego mutuo no sexo.